Escorpiões
O escorpião é o mais antigo aracnídeo da
classe, data do período siluriano (438 milhões de
anos). Os primeiros registros fósseis de aracnídeos
terrestres apareceram no período carbonífero (320
milhões de anos).
As picadas de escorpiões são deveras dolorosas,
em locais quentes e secos, deve-se ter muito cuidado ao calçar
os seus sapatos, pois pode estar escondido dentro deles um escorpião!
Geralmente, a picada de um escorpião não é
mais forte que a duma abelha ou vespa, mas alguns produzem um
veneno suficientemente perigoso para matar uma criança
pequena ou pequenos animais. A espécie mais venenosa habita
no México e no Norte de África.
Tem geralmente os hábitos noturnos, ficando escondidos
durante o dia em seus abrigos e saindo à noite para caçar,
reproduzir. A menor espécie conhecida é o Microbuthus
pusillus, que mede cerca de 13 mm de comprimento, e o maior é
o Pandinus africano que pode medir 18 cm de comprimento.
O aparelho venenoso do escorpião é constituído
pelo último segmento abdominal que, grosso e globoso, se
termina por um aguilhão duro, curvo, de extremidade bem
aguda, perto da qual, vistos com uma lupa, observa-se dois pequenos
orifícios ovais destinados à saída do veneno.
O escorpião não pica para trás, mas sempre
para frente.
As glândulas de veneno do escorpião armazenam 1 a
10 cc de veneno.
O veneno de escorpião é muito irritante para as
mucosas e funciona como uma neurotoxina que ataca o sistema nervoso
da vítima.
O escorpião usa o veneno para auto-defesa, mas também
para paralisar os insetos e aranhas de que se alimenta. Podemos
classificar os escorpiões como sendo autênticas máquinas
mortíferas, muito bem equipadas.
Freqüentemente, ouvimos dizer que os escorpiões se
suicidam com o seu próprio veneno quando os rodeamos com
um circulo de fogo. É uma pura lenda, já que é
fácil verificar experimentalmente, que estes animais não
podem ser intoxicados pelas suas secreções venenosas
nem pelas dos animais da sua espécie. O sangue do escorpião
é anti-tóxico.
Existem 3 graus de gravidade das picadas
Picadas muito graves. Alteração da respiração
(cada vez mais rápida e superficial) a preceder a paragem
respiratória por paralisia dos músculos respiratórios.
O paciente parece ansioso, agitado, mas não perde a consciência.
Alterações do ritmo cardíaco. O mecanismo
de termo-regulação é perturbado. Por vezes
existência de vômitos e sudação exagerada.
Desidratação intensa. Sem tratamento, os distúrbios
agravam-se e terminam em morte.
Picadas graves. Os sinais locais dominam o quadro clínico.
Existe dor violenta no local da picada (edema e rubor). Estes
sintomas duram por algumas horas ou até mesmo alguns dias
e desaparecem progressivamente. Pode ocorrer morte sobretudo se
a vítima é hipersensível.
Picadas benignas. Tanto no Homem como nos outros mamíferos
produz apenas edema passageiro no local da inoculação.