Uma equipe de
especialistas da Universidade britânica de Loughborough
desenvolve um projeto para usar cupins como modelos de
construção de edifícios baratos e não prejudiciais ao meio
ambiente.
Durante três anos, os cientistas que participam do estudo
averiguarão os sistemas de ventilação dos montes construídos por
cupins africanos, segundo informa hoje o jornal Financial Times.
O objetivo da pesquisa é determinar como é regulada a qualidade
do ar, a temperatura e os níveis de hidratação em um espaço
debaixo do qual podem viver até 1 milhão de cupins.
O projeto será iniciado na Namíbia, onde a estrutura interna dos
ninhos - cujo comprimento oscila entre três e nove metros - será
observada com o objetivo de elaborar um modelo informativo de
três dimensões, que dará uma idéia do seus funcionamento.
Scott Turner, um dos pesquisadores do projeto, vê os ninhos como
"órgãos de intercâmbio de gases, que atendem às necessidades
respiratórias da colônia, situada aproximadamente a um ou dois
metros de profundidade".
Para Turner, o fato de suprir estas necessidades é "prodigioso"
já que, explicou, "cada ninho contém até um milhão de cupins
que, de modo coletivo, consomem oxigênio na mesma proporção que
uma vaca".
Assim, estes ninhos são construídos de modo a captar a máxima
quantidade de energia eólica para ventilar seu interior e
conseguir um equilíbrio interno com pouca variação de
temperatura, umidade e qualidade do ar.
Com os achados deste estudo, se procura "levantar pistas que
ajudem no desenvolvimentos de novos tipos de habitações humanas
auto-suficientes", indicou Rupert Soar, responsável pelo
projeto.
Fonte: Agência Efe - http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,6752,OI390834-EI238,00.shtmll