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Ornitorrinco
Conhece-se apenas um, pertencendo à ordem dos Monotrematos,
que possa ser considerado como portador de um aparelho venenoso,
é o Ornithorhynchus paradoxus ou Ornitorrinco.
Tem a cabeça munida de um bico de pato achatado, com dois
dentes cornificados. O seu rabo é largo e plano; os seus
pés são curtos e munidos de cinco dedos com unhas
reunidas por uma membrana.
Vive exclusivamente na Austrália. Nada habitualmente e alimenta-se
de vermes e pequenos peixes.
Os machos possuem nas patas posteriores um esporão com um
orifício na sua extremidade. O esporão liberta, quando
o animal deseja, um líquido venenoso secretado por uma glândula
situada ao longo da coxa e com a qual o esporão comunica
por um longo conduto subcutâneo.
O veneno do Ornitorrinco é bastante fraco e no Homem causa
dores, mas nunca a morte.
O animal crava os seus esporões por meio de uma forte pancada
dada com as patas, para trás, sendo a sua função
possivelmente defensiva e não representando uma adaptação
predatória, pois, tanto pela posição como pelo
tipo de presas de que se alimenta, o Ornitorrinco não é
adequado para a caça.
Para um observador pouco versado em zoologia, a presença
do esporão e da glândula venenosa pareceria implicar
uma semelhança com os répteis; contudo, a semelhança
não é mais do que superficial, pois tratam-se de estruturas
distintas num e noutro caso.
É interessante referir que o esporão está presente
em ambos os sexos quando são jovens, mas, mais tarde, degenera
na fêmea.
A toxicidade é muito fraca, menos cerca de 5.000 vezes menor
que a do veneno das serpentes australianas.
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