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Caranguejo
Do latim, Câncer e Carabus. Do grego, Karkinos. O nome aplica-se
a todos os crustáceos, decápodes braquiúros,
caracterizados por terem 5 pares de patas e o abdome dobrado por
baixo do cefalotórax. Os ameríndios (indígena
americano) chamavam de uçás, os caranguejos terrestres,
com patas terminadas em unhas, e de siris as espécies aquáticas
ou nadadoras, com o último par de patas terminadas em remo
ou foliáceas. Essa divisão é mantida até
hoje pelos pescadores. Os caranguejos alimentam-se de detritos,
restos de carne etc. As espécies que vivem em manguezais
costumam sair de suas tocas em grande número na época
da reprodução, período do ano no qual são
capturados aos milhares e vendidos nos mercados, sobretudo no Nordeste
e no Pára. No sentido mais restrito, chamam-se caranguejos
as espécies do gênero uçá, família
dos ocipodídeos, cujo habitat é o lodo; e os siris
as espécies marítimas, de tamanho menor, da família
dos portunídeos. Várias espécies de caranguejos
possuem nomes específicos, como aratu, guaiá, guaiamu
e chama-maré. Os caranguejos geralmente não são
capazes de nadar. O caranguejo-eremita ou paguro, aloja o abdome
em conchas vazias de moluscos gastrópodes (caramujos), arrastando-se
quando se desloca. O abdome está modificado, encaixando-se
nas câmaras espiraladas da concha. O caranguejo-fantasma é
um extraordinário corredor, podendo alcançar velocidade
de 1.6 metros por segundo. Quando em velocidade máxima, o
corpo fica bem levantado em relação ao substrato,
que é tocado por apenas dois ou três pares de patas.
Muitos caranguejos diminutos vivem no interior de animais maiores,
como esponjas ou holotúrias.
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